O tráfico de seres humanos é uma realidade no mundo inteiro. E compromete a consolidação da paz nos países que comete-se esse tipo de crime. Sabe se que Moçambique já é destino para esse tipo de crime. A nossa equipa de reportagem manteve um encontro com a Dr Marcelina Chai-chai Psicóloga, pedagoga, e Directora executiva da CÁ-PAZ (associação moçambicana de assistência psicossocial a vitimas de violência).
Onde falou de casos resolvidos de tráfico de menores na instituição em que dirige antes afirmando que o trafico de menores é uma grave violação dos direitos humanos, do direito humanitário internacional e um crime que prejudica a construção paz, o desenvolvimento sustentável e a justiça social ‘‘ tráfico de menores é uma área sensível porque quando nós retiramos uma criança de uma família sem saber onde coloca-la já é uma violência contra o menor e contra família por outro lado é violência contra o próprio corpo da criança em relação a aquilo que eles fazem com a criança. Houve uma senhora que o marido levou o seu filho, matou e ganhou dinheiro ela fez uma terapia sozinha apesar de que havia zanga não sei, acabou por recorrer a questões tradicionais e todos envolvidos no tráfico acabaram por morrer.
E dado momento ela sentia se culpada pelo ocorrido tanto que veio pedir um acompanhamento psicossocial naturalmente nós como psicólogos tivemos que sensibilizar a ela em relação com o assunto que havia sofrido’’
no desenvolvimento da conversa a Dra também falou da integração de vítimas que sofreram violência quer tráfico assim como outras formas de violência através do modelo bom vizinho implementado pela CÁ-PAZ, que consiste em identificação de casos de violência na comunidade e posterior denúncia as autoridades governamentais. Nós como psicólogos Junto das autoridades governamentais pelos serviços de acção social procuramos os familiares da vítima de tráfico para procurar perceber os motivos do abandono, daí fazemos um acompanhamento auscultando ambas partes e depois com a estrutura local faz se a devida reintegração. Falou a Marcelina Chai-chai.

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