Jornalista:
Edelson Mouco
Um grupo de mulheres beneficiadas pelo projecto “Terapia da Mulher”, promovido pela Associação Moçambicana de Assistência a Vitimas de Violência - CÁ-PAZ, que visa ajudar a combater todo o tipo de violência no seio das famílias, mostrou-se satisfeita na última quinta-feira (28/03/2024), no vale de Infulene Município da Matola, Província de Maputo, durante um encontro com a Psicóloga da CÁ-PAZ Anabela Mulungo, quando procurou saber acerca dos impactos que este projecto trouxe desde a sua implementação no ano passado.
A primeira beneficiária da “Terapia da Mulher” Otília Matimele, conta que o projecto ajudou muito o seu marido que tinha preconceito e teimosia quando dialogavam como um casal. “Eu a princípio o meu marido era muito preconceituoso, voltava tarde em casa e era muito temoiso e chato comigo, mas agora ele já melhorou e não volta mais tarde a casa”, sublinhou.
Além de restaurar casais no seio familiar, o projecto da CÁ-PAZ ajuda as mulheres a educarem seus filhos através de bons modos, sem usar a violência nas palavras, tal como afirmou outra beneficiária Sandra Afonso. “Eu era uma pessoa que gritava com os meus filhos, mas agora já sou uma pessoa calma porque aprendi alguma coisa nessa terapia, e tento transmitir aos meus filhos ensinamentos que tive durante os encontros. E procuro educar os meus filhos usando ensinamentos aqui adquiridos”.
Outra beneficiária do projecto “Terapia da Mulher” é a Sara Geremias que também não ficou indiferente com as suas colegas, onde avalia de forma positiva os ensinamentos que mudaram a sua vida desde que faz parte do projecto. “Muita coisa mudou na minha vida para o lado positivo. Antes eu era agressiva e nem sempre ajudava nas tarefas domésticas de casa, hoje controlo as minhas emoções”.
Na sua intervenção, a Psicóloga da CÁ-PAZ Anabela Mulungo, reforçou a necessidade das mulheres beneficiadas pelo projecto, levarem a sério todos os ensinamentos e viverem os mesmos no seu dia-a-dia, onde terminou perguntando: “se em algum momento já tiveram dificuldades em praticar algum conhecimento por um comportamento que gostariam de mudar nas suas famílias?
Uma pergunta respondida através de um desabafo da primeira beneficiária Otília Matimele, que na ocasião disse que é difícil mudar a geração actual porque quando começa a namorar, não quer ouvir os Pais, mas apesar desse desafio, os ensinamentos da ‘Terapia de Mulher’ ajudam a buscar uma solução. “Tenho uma filha que gosta de namorar, as vezes quando vai namorar volta tarde e isso me deixa irritada” falou mostrando preocupação no assunto.
Todavia, as Mulheres apresentaram vários casos vividos no passado e alguns comportamentos que antes de fazerem parte deste projecto, era difícil mudarem.

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